"Todos", "nunca", "tenho que"
Generalizações transformam um caso em regra absoluta e fecham possibilidades. Dois tipos e como abrir:
- Quantificadores universais ("todos", "ninguém", "sempre", "nunca"): devolva o exagero — "Nunca? Nenhuma vez sequer?".
- Operadores modais de necessidade/impossibilidade ("tenho que", "não posso", "é impossível"): pergunte o limite — "O que aconteceria se você fizesse?" ou "O que impede?".
Por que funciona: a pergunta faz a pessoa achar a exceção — e uma exceção já derruba o "sempre/nunca". Com a regra rígida trincada, voltam as opções.
🎬 Cena: "eu nunca consigo falar em público". Resposta: "nunca mesmo? nem uma vez em que foi ok?". Quase sempre aparece uma exceção — e a crença começa a ceder.
⚠️ Erro comum: discutir a generalização de frente ("que exagero, claro que já deu certo!"). Isso gera briga. Pergunte em vez de contestar — deixe a pessoa achar a própria exceção.
