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Distorções cognitivas

Os erros de raciocínio que sustentam a crença

Crenças se mantêm porque o pensamento usa atalhos enviesados. A terapia cognitiva catalogou os mais frequentes. Conhecê-los é meio caminho para desarmá-los.

  • Tudo ou nada: "se não for perfeito, é fracasso."
  • Supergeneralização: um evento vira regra eterna — "sempre", "nunca".
  • Filtro mental: nove elogios e uma crítica; você leva a crítica para casa.
  • Leitura mental: decidir o que o outro pensa sem evidência — "ele me achou burro".
  • Catastrofização: saltar direto ao pior cenário possível.
  • Raciocínio emocional: "sinto que sou incapaz, logo sou incapaz".
  • Personalização: assumir culpa por coisas fora do seu controle.
  • Deveria: regras rígidas ("eu deveria dar conta de tudo") que só geram culpa.

Por que nomear ajuda: o pensamento distorcido parece verdade óbvia enquanto não tem nome. Quando você o classifica ("isso é leitura mental"), ele vira um tipo de erro conhecido — e perde autoridade. É o mesmo mecanismo da desfusão.

🎬 Cena: o chefe passa e não cumprimenta. Leitura mental: "ele está insatisfeito comigo". Catastrofização: "vou ser demitido". Duas distorções em três segundos, a partir de zero evidência.

🧠 Modelo mental — o catálogo de ilusões de ótica: você continua vendo a ilusão mesmo sabendo que é ilusão — mas para de acreditar nela. Distorções são assim.

⚠️ Erro comum: usar a lista para se julgar ("lá vou eu distorcendo de novo, que idiota"). Isso é mais uma distorção (rotulação). A lista é ferramenta de observação, não vara de punição.

Pontos-chave

  • Distorção cognitiva
    atalho enviesado de raciocínio que sustenta crenças.
  • Nomear tira autoridade
    classificado como erro conhecido, o pensamento perde força.