Nem toda dádiva é uma dádiva
A reciprocidade só vira armadilha quando o "presente" é, na verdade, uma tática de venda disfarçada. A defesa de Cialdini é elegante: aceite favores e presentes de boa-fé — mas, se perceber que o "presente" foi um truque comercial, você está livre para tratá-lo como o que é, não como um favor.
Por que funciona: a regra diz "retribua favores", não "retribua táticas de venda". Redefinir mentalmente o presente como manobra desliga a obrigação.
🎬 Cena: um "brinde" na rua seguido de um pedido de doação. Se você percebe que o brinde era só a isca, pode agradecer, ficar com ele ou devolvê-lo, e seguir sem culpa. A dívida não era real.
🧠 Modelo mental — reclassificar: a arma se desarma quando você renomeia o gesto: "isto não é um favor, é uma jogada de vendas".
⚠️ Cuidado: não vire cínico com a bondade genuína — a maioria dos favores é sincera. A defesa é só para o presente que claramente é uma isca comercial.
